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Publicado em 14 de maio de 2022

MP abre inquérito para investigar ação da polícia que encerrou, a tiros, batalha de rimas em Cabo Frio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu, na última sexta-feira, dia 13, um inquérito civil para investigar as circunstâncias da ação da Polícia Militar durante uma batalha de rimas que aconteceu no bairro Manoel Corrêa, em Cabo Frio, no último dia 5 de maio. Na ocasião, policiais efetuaram disparos de arma de fogo contra jovens que participavam do evento.

De acordo com os organizadores da batalha de rimas, os agentes teriam justificado a ação afirmando que “cultura é só na escola”, “rap é coisa de vagabundo” e “lugar de criança é em casa e não na praça fazendo rap”. Para o promotor de Justiça Vinícius Lameira, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio, o objetivo da abertura do inquérito é atuar em defesa da liberdade de manifestação cultural dos jovens.

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"Essa intervenção está sendo realizada para proteger a liberdade de manifestação cultural, de realização de batalhas de rap dentro da comunidade, sem atos de violência. Iremos ouvir os organizadores do evento, o comandante do Batalhão da PM e tentar desenvolver, conjuntamente, um protocolo de atuação da polícia quando estiverem sendo realizados eventos dessa natureza em comunidades do município", afirma o promotor.

O momento em que os tiros foram disparados pelos policiais foi registrado por meio de vídeos feitos pela comunidade e compartilhado nas redes sociais. No local, havia a presença de crianças e adolescentes que participavam da atividade. De acordo com a organização do evento, o equipamento de som foi danificado e um organizador foi atingido por estilhaços.

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"Esse ocorrido demonstra o motivo pelo qual temos tanta dificuldade de promover eventos culturais dentro de nossas comunidades locais. E por mais que tentem nos impedir, continuaremos promovendo a cultura hip hop na nossa cidade, seja no centro ou na favela", diz a nota emitida pela organização do evento.

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